Polícia

Mulher é agredida após recusar beijar companheiro que disse que sairia para furtar em MS

Filho da vítima presenciou agressões e acionou a polícia

20 JAN 2026 • POR Redação/EC • 06h50
Caso foi registrado na Deam. (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

Uma mulher de 40 anos foi agredida após recusar a beijar o companheiro que disse que sairia para furtar em uma área de invasão no Jardim Centro Oeste, em Campo Grande, na madrugada desta terça-feira (20).

A PM (Polícia Militar) foi acionada pelo filho da vítima que relatou que seu padrasto, de 24 anos, estava agredindo sua mãe e a mesma estava sangrando no local. Ao chegarem no local, os militares não encontraram o agressor, que já havia fugido.

À polícia, a vítima relatou que estava dormindo com seu companheiro na casa dele, quando o homem afirmou que sairia para praticar furtos. Ela não concordou com a atitude criminosa e evitou um beijo do companheiro, que reagiu agressivo e deu socos na região abdominal da mulher.

Em seguida, a mulher fugiu para outra casa, mas foi perseguida pelo companheiro. Ele invadiu o imóvel e agrediu novamente a vítima com socos no rosto na frente dos filhos dela.

As agressões só pararam quando um dos filhos da vítima interveio para retirar o padrasto da residência e acionou o 190. Diante da fuga do agressor, os policiais realizaram buscas nas imediações, mas não encontraram o homem.

Ainda no local, foi oferecido atendimento médico à vítima, mas ela recusou e disse que já havia estancado o sangue do nariz. Segundo o boletim de ocorrência, ela comentou que já possui um histórico de violência doméstica com o companheiro e, inclusive, já pediu medidas protetivas anteriormente.

Entretanto, a mulher explicou que as medidas foram revogadas após uma reconciliação recente entre o casal. Como o agressor costuma furtar objetos da residência para trocar por drogas, a mulher optou por não ir até a delegacia naquele momento por medo de uma nova invasão do companheiro.

Diante dos fatos, a mulher foi orientada a procurar a Casa da Mulher Brasileira e o caso registrado como lesão corporal, no âmbito da violência doméstica, na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).

Midiamax