Internautas lamentam morte de 8ª vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul
24 MAR 2026 • POR Redação/EC • 08h31O oitavo feminicídio em Mato Grosso do Sul causou indignação entre muitas pessoas, que se manifestaram nas redes sociais. A vítima identificada como Fátima Aparecida da Silva, de 57 anos, foi morta pelo sobrinho, conhecido como ‘Maurição’ na manhã de segunda-feira (23). O caso aconteceu em Selviria, a 400 quilômetros de Campo Grande, registrando primeiro feminicídio desde a tipificação do crime, em 2015.
Conforme alguns comentários, muitos afirmam estar horrorizados com tamanha violência. Uma jovem comenta: “Ninguém faz aquilo em legítima defesa, requintes de crueldade, um mar de sangue. Nada, absolutamente nada justifica tamanha crueldade”, relatou.
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Paciente é preso com facas após desacatar médica na UPA Coronel AntoninoPaciente é preso com facas após desacatar médica na UPA Coronel AntoninoA prisão foi feita pela Guarda Civil Metropolitana
Em outro comentário, uma internauta pede justiça. “Que esse monstro pague pelo que fez”.
Em publicações nas redes sociais, muitos questionam sobre casos de violência terem aumentado nos últimos meses, principalmente contra mulheres. Em um dos desabafos publicados, uma mulher afirma que o Brasil enfrente uma “pandemia” de violências contra mulher. Outra internauta aponta que antes casos de feminicídio aconteciam com frequência em “cidade grande” e que, agora, também atinge cidade pequenas.
O caso
Fátima foi assassinada na manhã de segunda-feira (23), em Selvíria, a 400 quilômetros de Campo Grande. O suspeito é o sobrinho da mulher, conhecido como “Maurição”, de 21 anos, que foi preso ao ser localizado sujo de sangue, próximo ao Córrego Água Doce.
Informações são de que o homem estaria tentando se lavar. De acordo com o 2º Batalhão da Polícia Militar, o homem foi denunciado ao aparecer sujo de sangue em um posto de gasolina. Ao se deslocar para o local, policiais foram informados de que o rapaz havia descido para o córrego, onde foi abordado.
Diante da situação, a PM ordenou que o rapaz saísse da água, momento em que ele passou a negar ter matado a vítima. “Eu não matei ela, não fui eu”, teria dito aos policiais. O rapaz foi encaminhado para a delegacia.
Confissão
Na delegacia, o feminicida confessou que chegou ao imóvel da tia durante a madrugada e ingeriu bebida alcoólica. Ele afirmou que os dois começaram a discutir, momento em que Fátima pegou uma faca para feri-lo. Em seguida, o rapaz pegou uma panela e golpeou a cabeça da tia, que caiu ao chão.
À polícia, ele disse que saiu do imóvel e avisou o primo, filho de Fátima, que havia encontrado a tia morta. Em seguida, ele passou a procurar um lugar para limpar o sangue que estava em seu corpo.
Feminicídio
Em 2026, já foram registrados 8 feminicídios em MS. Os crimes aconteceram com predominância no interior do Estado. Feminicídio é o crime de assassinato de uma mulher cometido por razões da condição do sexo feminino. Conforme a legislação, é caracterizado pela violência doméstica/familiar ou pelo menosprezo/discriminação à condição de mulher.
-Josefa dos Santos (Bela Vista) – 16 de janeiro;
-Rosana Candia Ohara (Corumbá) – 24 de janeiro;
-Nilza de Almeida Lima (Coxim) – 22 de fevereiro;
-Beatriz Benevides da Silva (Três Lagoas) – 25 de fevereiro;
-Liliane de Souza Bonfim Duarte (Ponta Porã) – 6 de março;
-Leise Aparecida Cruz (Anastácio) – 6 de março;
-Ereni Benites (Paranhos) – 8 de março.
-Fátima Aparecida da Silva (Selvíria) – 23 de março.
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