Servidores do Detran de MS param por 24h após protesto
Greve pode ser deflagrada por tempo indeterminado na próxima segunda-feira (6).
1 ABR 2026 • POR Redação/WK • 08h19Servidores do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) aprovaram, na noite desta terça-feira (31), paralisação de 24 horas prevista para esta quarta-feira (1º), em Mato Grosso do Sul. A decisão ocorre diante da falta de avanço nas negociações com o governo estadual e do acúmulo de demandas não atendidas.
A paralisação foi definida em assembleia geral extraordinária e deve afetar os serviços prestados pelo órgão. O sindicato orienta a população a evitar atendimento durante o dia para reduzir transtornos.
"A decisão foi tomada diante da ausência de avanços nas negociações com o Governo do Estado e do acúmulo de demandas não atendidas ao longo dos últimos anos, como defasagem salarial, sobrecarga de trabalho, falta de estrutura e ausência de concurso público", afirmou Bruno Alves, presidente do Sindetran (Sindicato dos Servidores do Detran), em nota.
O movimento faz parte do estado de greve já aprovado pela categoria. Segundo o sindicato, novas medidas podem ser adotadas caso não haja resposta do governo às reivindicações apresentadas.
Entre os pontos cobrados pelos servidores estão a reposição salarial, a melhoria das condições de trabalho e a realização de concurso público. A entidade também defende que a valorização da categoria impacta diretamente a qualidade do atendimento oferecido à população.
Servidores estaduais ocuparam o plenário da Assembleia Legislativa em protesto contra o reajuste de 3,81% da Revisão Geral Anual. Cerca de 250 trabalhadores participaram do ato, organizado pelo Fórum Estadual dos Servidores, com presença de representantes da educação, saúde e segurança pública.
Com cartazes e palavras de ordem, os manifestantes criticaram o índice aprovado e pediram aumento com ganho real, acima da inflação. O grupo também cobrou a retomada do diálogo com o governo estadual.
O reajuste foi aprovado na semana passada e sancionado pelo governador Eduardo Riedel (PP) na segunda-feira (30). A medida contempla cerca de 86 mil servidores ativos e inativos dos três poderes, além de aposentados e pensionistas. Os efeitos financeiros passam a valer a partir de 1º de abril.
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