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Estagiário nota ferimentos e consegue ajuda para mulher agredida pelo marido há 16 anos em MS

22 JUL 2026 • POR Redação/EC • 06h44
Imagem ilustrativa. (Ana Laura Menegat, Arquivo Midiamax)

Em Itaporã, a 230 km de Campo Grande, uma mulher de 31 anos denunciou ser vítima de violência do companheiro, de 35, desde os 15 anos de idade. Nesta terça-feira (21), as marcas deixadas pelas últimas agressões sofridas por ela chamaram a atenção de um estagiário de um escritório de advocacia, que denunciou a situação à polícia e à Guarda Municipal.

Diante das informações, a Guarda Municipal, com o apoio da GMA (Guarda Municipal Ambiental) e da Ronda Escolar, foi até o endereço da mulher para averiguar a situação. Na casa, encontraram a vítima na casa da mãe dela, que fica nos fundos do imóvel, localizado na Aldeia Indígena Bororó.

As agressões

A vítima apresentava dificuldade para caminhar e diversos ferimentos no rosto, com grande inchaço em um dos lados da face, além de hematomas e escoriações compatíveis com agressão física. Ela contou que havia sido atacada pelo companheiro durante a madrugada, sendo derrubada da cama e agredida com chutes e socos no rosto e na barriga.

À equipe, a mulher relatou que convive com o suspeito desde a adolescência e que tem 16 anos de relacionamento com ele, sofrendo violência doméstica desde então. Segundo ela, ao longo desse período já sofreu diversas agressões, acumulou cicatrizes pelo corpo e chegou a ter fraturas provocadas pelo companheiro.

O casal tem três filhos, de 16, 12 e 5 anos.

Durante a ocorrência, os guardas consultaram o histórico do suspeito e verificaram diversos registros relacionados à violência doméstica contra o companheiro da vítima desde 2014, incluindo casos de lesão corporal, ameaça, vias de fato e descumprimento de medida protetiva.

A mulher manifestou novamente o desejo de representar criminalmente contra o companheiro e solicitou uma medida protetiva de urgência. Ela informou que teme pela própria vida e pela segurança da família, além de afirmar que deseja que o homem deixe a residência onde vivem. No entanto, o suspeito se recusa a sair do local e segue ameaçando, dizendo que ela “não terá paz”.

O socorro

Ainda segundo o boletim de ocorrência, o estagiário, que buscou ajuda para a mulher, tentou acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 assim que notou que ela era vítima de agressões, mas não conseguiu atendimento. Ele também procurou a DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher), mas foi informado de que não havia equipe disponível para o deslocamento naquele momento. Somente no fim da tarde conseguiu chamar a Guarda Municipal.

O acusado foi detido e encaminhado à DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher) para as providências cabíveis.