Dia do Vira-Lata celebra os companheiros sem raça definida e reforça importância da adoção
Mais que mistura de raças, os vira-latas são únicos, especialmente o famoso cachorro caramelo, considerado um símbolo do Brasil.
30 JUL 2026 • POR Redação/WK • 16h09Nesta sexta-feira, dia 31 de julho, é comemorado o Dia do Vira-Lata, uma data dedicada aos cães e gatos sem raça definida (SRD), animais que conquistaram espaço especial nos lares brasileiros e no coração da população. Reconhecidos pela aparência única, personalidade marcante e grande capacidade de adaptação, os vira-latas ganharam destaque nacional, especialmente o famoso cachorro caramelo, considerado um símbolo do Brasil.
Mas a celebração não é apenas para os cachorros. Os gatos sem raça definida também entram na homenagem. Sem pedigree e resultado da mistura genética de diferentes linhagens, eles apresentam cores, tamanhos, comportamentos e características muito variadas, tornando cada animal único.
Cada vira-lata tem sua própria história
Apesar de serem extremamente populares, não é possível afirmar há quanto tempo os vira-latas existem. O que se sabe é que eles surgem da mistura entre duas ou mais raças. Segundo a médica veterinária Gizelly Bandeira, não existe um padrão para esses animais.
"Quando misturamos duas ou mais raças, temos um animal sem raça definida. Cada vira-lata é único e suas características dependem da genética herdada dos pais", explica.
A especialista destaca que isso não representa nenhuma desvantagem. Pelo contrário, os animais sem raça definida carregam características próprias que os tornam especiais.
Nem todo mito é verdade
Uma das crenças mais populares sobre os vira-latas é a de que eles seriam naturalmente mais resistentes às doenças. No entanto, a veterinária alerta que essa ideia precisa ser analisada com cuidado.
"Existe o mito de que o vira-lata nunca fica doente, mas isso não é verdade. Se ele herdar predisposição genética para alguma doença ou baixa imunidade, poderá adoecer como qualquer outro animal", ressalta.
Por isso, independentemente da raça, todos os pets precisam de acompanhamento veterinário, vacinação, alimentação adequada e cuidados preventivos.
Adaptáveis, dóceis e cheios de gratidão
Se existe uma característica frequentemente observada nos animais sem raça definida é a facilidade de adaptação. Segundo Gizelly, isso pode estar relacionado ao próprio instinto de sobrevivência desenvolvido ao longo das gerações.
"Eles costumam ser muito mais adaptáveis e dóceis. Quando são acolhidos por uma família que oferece carinho e cuidados, respondem de forma muito positiva", afirma.
A veterinária destaca ainda um comportamento comum entre animais adotados.
"Os animais adotados demonstram uma gratidão muito grande pela família que os acolheu. É algo muito bonito de observar", completa.
Adoção ainda é desafio
Embora sejam os animais mais encontrados em lares brasileiros, os pets Sem Raça Definida (SRD) também representam a maior parte dos cães e gatos disponíveis para adoção em ONGs, abrigos e Centros de Controle de Zoonoses (CCZ).
Muitos passam meses e até anos esperando por uma família. Em diversos casos, a ausência de pedigree ainda faz com que esses animais sejam deixados de lado, mesmo reunindo características como companheirismo, inteligência e facilidade de adaptação.
Fonte: Primeira Página