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Creche particular é interditada após denúncias de violência e maus-tratos em MS

20 SET 2026 • POR Redação/EC • 14h45
Foto: Reprodução

Uma creche particular de Nova Andradina, a 298 km de Campo Grande, foi interditada após denúncias de violência e maus-tratos contra crianças que frequentavam o local. Com a repercussão do caso, a Prefeitura de Nova Andradina divulgou uma nota reafirmando que o estabelecimento não possui vínculo com a administração municipal e nem integra a Rede Municipal de Ensino.

Informações encaminhadas ao Jornal Midiamax apontam que, em algumas ocasiões, as crianças dormiam no chão, sem travesseiros, cobertores, lençóis ou colchonetes. Além disso, camas, colchões e cercadinhos estariam deteriorados pelo tempo e pelo uso.

Outra denúncia relata que as crianças tomavam banho com água gelada e que, quando faziam algo considerado inadequado, eram borrifadas no rosto com água misturada a um produto.

Em áudio encaminhado para a reportagem, uma criança conta como ela e os colegas eram tratados pela proprietária do local. Quando questionada sobre o produto usado no borrifador, ela afirma: “Sim, [joga] muitas vezes […]. Ele [colega] faz bagunça e ela espirra no rosto dele. Pra dormir é assim. Se não dorme, ela espirra”. Quando questionada se a ‘tia’ – como é chamada – bate, a criança nega. “Bater não, mas ela aperta [no braço]”.

Então, perguntam se a criança já havia contado o que acontece na unidade para a mãe. Novamente, ela nega. “Não, porque ela fala que eu tô mentindo”. Então ela confirma que a ‘tia’ já apertou seu braço.

Sobre o banho em água gelada, a criança concorda e fala que já passou pela situação algumas vezes. “Ela dava banho e ligava bem gelada. Se não tivesse tanto, ela ligava melhor. Ela coloca o negocinho [temperatura do chuveiro] na gelada”. Segundo o relato da aluna, o mesmo ocorre em dias frios.

O que diz a Prefeitura de Nova Andradina

Em nota publicada nas redes sociais, a prefeitura afirmou que, logo que as denúncias começaram, os órgãos competentes foram acionados e adotaram as medidas cabíveis “conforme suas respectivas atribuições e os mecanismos da rede de proteção”.

“Trata-se de um estabelecimento de caráter particular, destinado ao cuidado e à permanência temporária de crianças, mediante contratação direta pelas famílias, não sendo caracterizado como unidade educacional. Dessa forma, não está submetido ao acompanhamento pedagógico da Secretaria Municipal de Educação ou do Conselho Municipal de Educação nos moldes aplicáveis às instituições de ensino.

O município reafirma seu compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes e permanece colaborando com os órgãos responsáveis pela apuração dos fatos”, traz trecho da nota.

Midiamax