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Filha de soldado morto com tiro de fuzil se desespera ao saber da morte do pai em Corumbá

2 JUL 2026 - 10h:23 Por Redação/EC
Marcelo Pimenta, policial militar em Corumbá. (Foto: Reprodução/Redes Sociais) Marcelo Pimenta, policial militar em Corumbá. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A filha de 7 anos do policial militar Marcelo Pimenta, de 32 anos, que morreu ao ser baleado com tiro de fuzil, está abalada. A menina não saiu de perto do caixão durante o velório do pai, que iniciou na quarta-feira (1º), em Corumbá.

Segundo informações, a criança era apegada ao policial, que era conhecido por ser próximo da família. A menina é fruto do primeiro casamento do militar.

Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, o militar tinha guarda compartilhada e acompanhava de perto o cotidiano da criança. Durante o velório, a menina manifestou sua tristeza. “Inclusive ela não saiu de perto do caixão até agora”.

De acordo com a PMMS, a cerimônia de despedida está sendo realizada na Sala Orquídea da Capela Cristo Rei. O enterro também será realizado em Corumbá, onde o militar morava e trabalhava, mas ainda não há informações sobre o sepultamento.

O soldado morreu na noite de terça-feira (30) ao ser atingido com um tiro de fuzil em um confronto com criminosos. Marcelo deixa a mãe, Rosemeire Gonçalves Pimenta da Silva, o pai, Gerson Braga da Silva, e a filha, de apenas 7 anos.

Familiares e amigos lamentaram a morte de Marcelo e revelaram que o sonho dele era vestir a farda da Polícia Militar, na qual ingressou em 7 de outubro de 2024, passando a integrar o efetivo do 6º Batalhão de Polícia Militar, no qual atuava como patrulheiro na Força Tática.

Marcelo chegou a ser socorrido e foi levado para a Santa Casa de Corumbá, mas não resistiu. Após a morte do soldado, a Polícia Militar reforçou o policiamento na região de fronteira.

Uma operação deflagrada com diversas equipes da polícia de Mato Grosso do Sul prendeu um suspeito e terminou com a morte de outro envolvido, que teria tentado agredir os militares. A esposa do suspeito morto também foi presa, sendo apontada como a responsável por manter armamento utilizado na ação criminosa.

Morte em confronto

Pouco antes da morte do militar, três homens armados foram até uma casa em Ladário, em um veículo Fiat Argo, e atiraram contra um casal. As vítimas se esconderam em um carro blindado.

Equipes do Getam (Grupamento Especializado Tático em Apoio Motociclístico) do 6º BPM (Batalhão da Polícia Militar) de Corumbá foram acionadas e iniciaram diligências.

Quando os militares tentaram abordar os atiradores na Rua Tótico de Medeiro, Marcelo foi atingido por tiro de fuzil. Câmeras de segurança registraram o momento em que o militar foi ferido pelo disparo.
Ele estava em uma motocicleta e caiu ao chão. O militar foi socorrido pelos colegas de farda e encaminhado para a Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos.

Midiamax

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