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Atiradores tinham apenas foto do alvo e jovem foi morto por engano em MS

26 AGO 2026 - 13h:04 Por Redação/EC
Imagem Ilustrativa. (Madu Livramento, Jornal Midiamax) Imagem Ilustrativa. (Madu Livramento, Jornal Midiamax)

A Polícia Civil confirmou nesta quarta-feira (26) que o jovem Vitor Orsini, de 19 anos, foi morto por engano durante uma execução ocorrida na tarde de 7 de agosto, em Dourados. Segundo as investigações, os criminosos tinham apenas uma fotografia do verdadeiro alvo e acabaram confundindo a vítima no momento do ataque.

De acordo com o delegado Lucas Albé, do Setor de Investigações Gerais (SIG), os dois atiradores vieram de Ponta Porã sem conhecer pessoalmente o homem que deveria ser assassinado. A identificação equivocada ocorreu quando o piloto da motocicleta apontou Vitor como sendo a pessoa da fotografia. A polícia afirma que o erro foi agravado pelo fato de os executores não conhecerem a cidade e de um deles estar sob efeito de drogas durante a ação.

Após o crime, os mandantes teriam informado à dupla que a vítima havia sido executada por engano. “Vocês mataram a pessoa errada”, teria sido a mensagem repassada aos criminosos quando retornaram para Ponta Porã.

As investigações apontam que a execução foi encomendada em razão de uma dívida estimada em R$ 300 mil. O valor seria cobrado do verdadeiro alvo por um empresário de Ponta Porã, apontado pela polícia como um dos articuladores do homicídio.

Para atrair a vítima ao local da emboscada, os envolvidos utilizaram o celular de Vitor. Na manhã do crime, o empresário conversou com o jovem simulando uma negociação de veículo e marcou um encontro para as 14h na garagem do pai da vítima. O compromisso, porém, era destinado ao verdadeiro alvo.

Segundo a investigação, o homem que seria assassinado confirmou em depoimento que havia sido chamado ao endereço, mas se atrasou porque fazia compras com a esposa e ainda passou por uma loja de materiais de construção. Durante o trajeto, soube do assassinato de Vitor e desistiu de seguir até o local.

Investigação identifica seis envolvidos

Segundo a Polícia Civil, seis pessoas participaram da ação criminosa. Entre elas estão os dois executores que saíram de Ponta Porã em uma BMW: o atirador Denis Barbosa de Melo, natural de , e o piloto da motocicleta. Conforme a investigação, Denis não é pistoleiro profissional e estava na região havia cerca de quatro meses realizando transporte de drogas, tendo aceitado participar do crime para quitar uma dívida.

Também foi preso o empresário Cláudio Henrique de Arruda, de 43 anos, proprietário de uma academia em Ponta Porã. Ele é apontado como responsável por manter contato com Vitor e marcar o encontro que resultou na emboscada. Na residência do suspeito foram apreendidos dinheiro, joias e uma arma de fogo.

Outro envolvido é um adolescente de 17 anos, responsável por furtar a motocicleta utilizada na execução e conduzir os criminosos até a garagem, já que eles desconheciam Dourados. O menor está internado na Unei.

 

A polícia ainda procura Marcos Antonio Olmedo Vera, de 23 anos, e Jeferson Lopes, de 31 anos, apontados como os contratantes que levaram os executores até Dourados e que teriam ordenado que eles retornassem para “terminar o serviço” após descobrirem o erro na execução.

O veículo utilizado para transportar os atiradores, uma BMW recentemente vendida, foi localizado por meio de rastreamento com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e identificado circulando nas proximidades da garagem no horário do crime.

A origem da dívida de R$ 300 mil ainda é investigada. Há suspeita de relação com o tráfico de drogas, hipótese que ainda não foi confirmada pela Polícia Civil.

 

O verdadeiro alvo afirmou estar assustado após descobrir que seria a vítima da execução e disse que pretende deixar Dourados por receio de uma nova tentativa de homicídio. O inquérito está em fase final e aguarda apenas a conclusão da perícia nos celulares apreendidos.

Para a Polícia Civil, esse atraso de poucos minutos foi determinante para que o verdadeiro alvo escapasse da morte, enquanto Vitor acabou sendo confundido e executado. O delegado informou ainda que a análise do celular do jovem descartou qualquer envolvimento dele com atividades criminosas ou ameaças anteriores.

Investigação identifica seis envolvidos

Segundo a Polícia Civil, seis pessoas participaram da ação criminosa. Entre elas estão os dois executores que saíram de Ponta Porã em uma BMW: o atirador Denis Barbosa de Melo, natural de Brasília, e o piloto da motocicleta. Conforme a investigação, Denis não é pistoleiro profissional e estava na região havia cerca de quatro meses realizando transporte de drogas, tendo aceitado participar do crime para quitar uma dívida.

Também foi preso o empresário Cláudio Henrique de Arruda, de 43 anos, proprietário de uma academia em Ponta Porã. Ele é apontado como responsável por manter contato com Vitor e marcar o encontro que resultou na emboscada. Na residência do suspeito foram apreendidos dinheiro, joias e uma arma de fogo.

Outro envolvido é um adolescente de 17 anos, responsável por furtar a motocicleta utilizada na execução e conduzir os criminosos até a garagem, já que eles desconheciam Dourados. O menor está internado na Unei.

A polícia ainda procura Marcos Antonio Olmedo Vera, de 23 anos, e Jeferson Lopes, de 31 anos, apontados como os contratantes que levaram os executores até Dourados e que teriam ordenado que eles retornassem para “terminar o serviço” após descobrirem o erro na execução.

O veículo utilizado para transportar os atiradores, uma BMW recentemente vendida, foi localizado por meio de rastreamento com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e identificado circulando nas proximidades da garagem no horário do crime.

A origem da dívida de R$ 300 mil ainda é investigada. Há suspeita de relação com o tráfico de drogas, hipótese que ainda não foi confirmada pela Polícia Civil.

O verdadeiro alvo afirmou estar assustado após descobrir que seria a vítima da execução e disse que pretende deixar Dourados por receio de uma nova tentativa de homicídio. O inquérito está em fase final e aguarda apenas a conclusão da perícia nos celulares apreendidos.

g1 MS

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