Movimentação de viaturas policiais no posto de combustíveis. Fala Povo Midiamax
O terceiro suspeito envolvido na tentativa de execução de um suposto integrante do CV (Comando Vermelho), que levou à morte do policial Marcelo Pimenta, foi assassinado após um ousado ataque ao comboio do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), em Corumbá, neste sábado (4).
Conforme apurou a reportagem, as equipes do Bope estariam em quatro viaturas, sendo uma delas descaracterizada, transportando o suspeito de Corumbá com destino a Campo Grande. Esse preso seria vinculado ao PCC (Primeiro Comando da Capital).
Na ocasião, os militares teriam parado em um posto de combustíveis às margens da rodovia BR-262, no distrito de Albuquerque para trocar o pneu de um dos veículos quando tiros de fuzil foram disparados de uma área de mata.
Os tiros, disparados por supostos integrantes do Comando Vermelho, teriam atingido o suspeito, que não resistiu e morreu no local. A reportagem apurou ainda que haveria um prêmio em dinheiro, entre R$ 200 mil e R$ 2 milhões, pela vida desse suspeito.
O Bope iniciou após a troca tiros as buscas pelos criminosos. Mais equipes policiais foram enviadas ao local para dar apoio.
Leitores que conversaram com o Jornal Midiamax compararam o cenário de guerra com o que se vê no Rio de Janeiro. Os fuzis em posse dos criminosos que teriam atirado no preso transportado na viatura do Bope chamaram a atenção de quem passava pelo local.
Nenhum policial teria se ferido. A reportagem tentou falar com o Comando-Geral da PMMS e a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), mas não houve resposta.
O policial militar morreu após ser atingido por um tiro de fuzil na terça-feira (30) durante tentativa de abordagem. Naquela noite, três criminosos teriam efetuado disparos contra uma casa em Ladário, com o intuito de matar um integrante do CV, conhecido como "Coelho". O primeiro morreu em confronto e o segundo, identificado como Rubens Zílio Neto, vulgo "Apolo", está preso.
Guerra entre PCC e CV causou morte de policial
Informações obtidas pela reportagem indicam que, antes da ação policial, os criminosos teriam ido até uma casa em um Fiat Argo, no município de Ladário, com o intuito de matar um integrante do CV (Comando Vermelho) conhecido como "Coelho". Três homens efetuaram disparos, mas o alvo conseguiu escapar. O trio fugiu, e a polícia foi acionada para diligências.
Já em Corumbá, quando a equipe tentou abordar os atiradores na Rua Totico de Medeiro, o policial Marcelo foi atingido por um tiro de fuzil, e os criminosos fugiram novamente. Logo, os militares tomaram conhecimento de que os suspeitos estariam tentando atravessar a fronteira para a Bolívia. Foi feito contato com a polícia boliviana, que localizou dois homens.
Ewerton assumiu a participação no assassinato do policial e passou a indicar os locais onde estaria escondida parte das armas. Informações obtidas pela reportagem indicam que ele e o comparsa integravam o PCC (Primeiro Comando da Capital), sendo que Ewerton ficava com as funções de "disciplina" e "paiol", enquanto Rubens exercia a função de "missionário".
Fuzis na casa de Ewerton
Ainda conforme informações, Rubens e outro suspeito teriam adentrado a casa de Ewerton e escondido um saco nos fundos. Em seguida, atearam fogo em alguns materiais para apagar os vestígios e fugiram. Na casa de Ewerton, a polícia apreendeu dois fuzis, um revólver, duas pistolas, várias munições, dois rádios comunicadores, um fone de comunicação, distintivos policiais e uma quantidade de maconha.
A polícia também foi até o local onde o Fiat Argo foi abandonado pelos suspeitos, ocasião em que encontrou máscaras, bandoleira, luvas, bonés e vestimentas de guerrilha.
Confronto com suspeito
Posteriormente, os policiais foram até a rodovia Ramon Gomes, onde Ewerton indicou que os armamentos haviam sido escondidos. Contudo, o criminoso teria se alterado, avançado contra um policial e tentado tomar a arma de fogo dele.
Na ocasião, o militar conseguiu escapar da agressão, deu ordem de parada, mas Ewerton teria avançado novamente. Ele foi alvejado, socorrido para a Santa Casa de Corumbá, mas não resistiu. A reportagem apurou que Ewerton já foi preso em 2021 e 2022 e acumulava passagens por roubo majorado e tentativa de roubo.
Horas após a morte do policial militar, criminosos ostentaram um fuzil de calibre 5.56 nas redes sociais em tons de ameaça. Questionado, o comandante-geral da PMMS disse que são vídeos antigos que circulam nas redes sociais e são replicados em momentos como esse.
Midiamax