Polícia

Funcionário é preso suspeito de desviar R$ 660 mil da empresa para bancar jogos on-line em MS

A polícia informou que ele adiantava pagamentos e, antes de o dinheiro cair na conta do fornecedor, trocava os dados bancários pela própria conta.

27 FEV 2026 - 20h:45 Por Redação/VS
Foto: Divulgação PC/MS Foto: Divulgação PC/MS

Um funcionário de 27 anos foi preso em flagrante, na quinta-feira (26), em Naviraí (MS), suspeito de desviar mais de R$ 600 mil da empresa onde trabalhava. Segundo a Polícia Civil, ele usava o cargo no setor de pagamentos para transferir valores para a própria conta antes de repassar o dinheiro aos fornecedores. A investigação também apura se o dinheiro era usado para bancar jogos on-line.

Conforme a Polícia Civil, a direção da empresa chamou a polícia ao perceber movimentações estranhas no sistema financeiro. Policiais da Seção de Investigações Gerais (SIG) foram até o local, encontraram o suspeito e fizeram a prisão.

Esquema de pagamentos duplos

De acordo com a investigação, o funcionário trabalhava no setor que faz pagamentos a fornecedores e teria usado a função para cometer o crime. A polícia informou que ele adiantava pagamentos e, antes de o dinheiro cair na conta do fornecedor, trocava os dados bancários pela própria conta.

Depois, na data certa, ele fazia o pagamento correto ao fornecedor. Assim, a empresa pagava duas vezes pelo mesmo serviço, e ele ficava com um dos valores.

Uma análise feita pela própria empresa, que começou no dia 18 de fevereiro, mostrou que o esquema pode ter começado em setembro de 2023. Até agora, foram encontrados 61 casos parecidos. O prejuízo já chega a R$ 664.114,56, mas o valor pode ser maior, porque a apuração ainda está em andamento.

Crimes podem estar ligados a pagamento de apostas on-line

A polícia também investiga se o crime pode ter sido motivado por problemas pessoais ligados a jogos on-line. Segundo a investigação, a prisão aconteceu depois que a empresa identificou uma transferência irregular de R$ 14.288,00.

O homem foi autuado por furto qualificado, quando há abuso de confiança e uso de fraude. O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil, que analisa documentos e movimentações bancárias para saber o tamanho total do prejuízo.

g1 MS

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