Mais de 200 kg de cocaína foram apreendidos na cidade de Deodápolis, em fevereiro de 2024 - Divulgação: Polícia Federal
A Justiça de Mato Grosso do Sul sentenciou quatro pessoas pelos crimes de tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais. Os criminosos estavam envolvidos numa prisão em flagrante ocorrida em 2024, na rodovia MS-276, no município de Deodápolis.
Na ocasião, os policiais federais localizaram um fundo falso soldado no interior do tanque de combustível de um caminhão Scania, onde estavam escondidos 205,20 kg de cocaína pura, cujo destino seria a cidade de Maringá, no Paraná.
A investigação foi conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da Promotoria de Justiça de Deodápolis, em parceria com a Polícia Federal de Dourados (MS), e culminou na desarticulação e na condenação do grupo criminoso, que utilizava o território sul-mato-grossense como rota estratégica para o escoamento de grandes volumes de drogas.
Dois homens apontados como coordenadores e gestores do esquema foram sentenciados, individualmente, a 15 anos e 9 meses de reclusão. Os outros dois operadores, que prestavam o suporte logístico, financeiro e contábil, receberam a pena de 13 anos e 6 meses cada um.
O homem que transportava a droga foi condenado a uma pena de 5 anos e 10 meses de reclusão, e ao pagamento de 583 dias-multa.
Somadas, as penas aplicadas totalizam 58 anos e 6 meses de reclusão em regime inicialmente fechado, além do pagamento de expressivas multas. No total, os condenados terão de pagar 6,6 mil dias-multa, equivalente ao montante de R$ 345 mil.
Estrutura sofisticada
O MPMS e a PF desvendaram uma engrenagem que ia muito além do tráfico de drogas. A organização criminosa estruturou uma rede sofisticada de lavagem de capitais, cuja base operacional se situava no oeste de Santa Catarina.
As provas técnicas produzidas demonstraram que os réus constituíram uma empresa de fachada, registrada como comércio de veículos, que não possuía atividade comercial real, estoque ou estrutura física compatível. O estabelecimento servia como um instrumento simulado para transações bancárias e emissão de notas fiscais falsas.
De acordo com as investigações, um dos envolvidos exercia a função central de coordenação e gestão, enquanto outro figurava como sócio formal da empresa, esta utilizada para dissimular a circulação do caminhão.
Além disso, um dos réus prestava apoio financeiro e operacional, inclusive mediante pagamentos e recebimento de valores vinculados à empresa, enquanto o quarto integrante atuava em suporte logístico e financeiro.
nanceiro do grupo, expondo comprovantes de transferências bancárias e pagamentos via Pix que ligavam diretamente os líderes aos contadores responsáveis pela abertura da empresa e aos motoristas encarregados do transporte da droga.
Ao todo, cerca R$ 102 mil foram movimentados de forma incompatível no período apurado, além da aquisição dissimulada de imóveis em nome de outras pessoas.
A justiça negou aos réus o direito de recorrer em liberdade, mantendo suas prisões preventivas e decretando o perdimento definitivo de todos os bens, veículos e ativos financeiros que haviam sido bloqueados ao longo do procedimento judicial.
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