Polícia

Mãe é presa sob suspeita de "vender" a filha para cunhado estuprar em MS

Mulher estava com mandado em aberto e homem já havia sido capturado no dia 19 de março

31 MAR 2026 - 15h:42 Por Redação/WK
Viatura da DEPCA durante cumprimento de mandado de prisão. Foto: Divulgação/PCMS Viatura da DEPCA durante cumprimento de mandado de prisão. Foto: Divulgação/PCMS

A mãe de uma adolescente de 13 anos foi presa por suspeita de facilitar que a menina fosse estuprada pelo cunhado, homem de 45 anos, irmão do padrasto da vítima. A mulher estava com mandado em aberto e acabou sendo capturada pela DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) na segunda-feira (30).

O caso foi descoberto após boletim de ocorrência registrado em dezembro de 2025. A equipe da DEPCA iniciou as diligências e a investigação revelou que o suspeito manteve relacionamento abusivo com a vítima entre setembro daquele ano e fevereiro de 2026. Além disso, apontou que a mãe da vítima sabia do caso e ainda facilitava os abusos.

Conforme a Polícia Civil, a mulher autorizava a adolescente a dormir na casa do suspeito e ainda recebia dinheiro em troca da conivência. A mãe da menina chegou também a combinar com o suspeito e com a adolescente o que falariam à polícia para mentir sobre o crime.

Foi pedida a prisão preventiva da mulher e o mandado foi expedido sendo cumprido nesta segunda-feira em um assentamento em Terenos, a 31 quilômetros de Campo Grande, onde ela estava escondida.

Liberdade - No dia 24 de março, seis dias antes da prisão, a defesa da mulher já havia entrado com pedido de liberdade provisória. No documento, o advogado Mario Augusto Garcia Azuaga afirma que a denúncia foi motivada por vingança da ex-companheira do suspeito.

Inclusive, a adolescente teria dito em depoimento que a mulher agiu com intenção de prejudicar o ex-companheiro e mentiu dizendo que era sua tia. Além disso, o advogado pontuou que a mãe da menina estava grávida na época dos fatos e tem outras duas filhas menores.

“Ela afirmou em depoimento que buscou ajuda do cunhado para acalmar a adolescente que demonstrava comportamento muito rebelde”, diz a defesa que pontua que as conversas extraídas do celular do suspeito foram uma tentativa desesperada da mãe de gerenciar a situação difícil da garota.

Sobre as transferências via pix, o advogado alega que os valores eram  referentes a empréstimos ou ajuda financeira mútua “prática comum entre familiares e pessoas próximas” e, por fim, que o laudo pericial sexológico não apresentou sinais de conjunção carnal.

Relembre - O homem de 45 anos, cunhado da mãe da vítima, foi preso na manhã do dia 19 de março.  Ele estava com mandado em aberto e foi capturado no trabalho, no Bairro Vila Carvalho, em Campo Grande, após denúncia da ex-mulher.

Ele é irmão do padrasto da vítima e a mãe da adolescente chegou a afirmar que tentou proibir o relacionamento dos dois, mas em razão da “rebeldia” da menina que ameaçava fugir de casa, permitiu que ela fosse morar com o suspeito.

A mulher relatou que ficou sabendo que os dois estavam trocando mensagens e chegou a tirar o celular da adolescente para impedir as conversas. Além disso, ela colocou a menina de castigo, mas nada adiantou e então decidiu ligar para o cunhado buscá-la.

Em seu depoimento, o suspeito negou qualquer relacionamento com a adolescente. O homem relatou que levou a menina para sua casa, mas que não mantiveram nenhuma relação íntima. Eles conversaram e foram dormir. O suspeito ainda afirmou que a intenção era levá-la para a casa da avó em outra cidade.

A adolescente também negou manter relacionamento com o suspeito. Mas admitiu que gostava do homem e que se pudesse namoraria com ele. Inclusive, ela teria pedido ao pai para emancipá-la para viver com ele.

De acordo com a Polícia Civil, a DEPCA solicitou a quebra de sigilo telefônico e, a partir de mensagens extraídas de aparelhos eletrônicos, foi possível obter indícios da existência de vínculo íntimo entre o homem e a adolescente.

Com isso, a Justiça destacou que há indícios suficientes de autoria e materialidade do crime, considerado grave, o que motivou a decretação da prisão preventiva para garantir a ordem pública e evitar prejuízo às investigações.

A medida também visa proteger a vítima e assegurar a correta instrução do processo, já que existe risco de interferência na coleta de provas. A mãe da menina também teve a prisão preventiva decretada, mas a ordem judicial ainda não foi cumprida.

CGNEWS

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