4º Batalhão da PM, em Ponta Porã. Foto: Google Street View/Reprodução
O militar aposentado Resoaldo Gomes dos Santos morreu na manhã desta quinta-feira (17), após ser baleado dentro do 4º Batalhão da Polícia Militar, em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai. A morte foi registrada por volta das 7h15.
Resoaldo estava detido administrativamente no batalhão quando foi atingido por dois disparos de arma de fogo durante a madrugada de quarta-feira (16). O autor dos tiros, o tenente Carlos Eduardo da Silva Filho, foi preso em flagrante no local.
Inicialmente, a vítima foi socorrida e levada ao Hospital Regional de Ponta Porã. Segundo a Polícia Militar, ele aguardava transferência para uma unidade de saúde em Dourados ou Campo Grande.
Tenente foi preso em flagrante
A equipe que estava de serviço foi acionada após os disparos e encontrou Resoaldo ferido dentro do batalhão. Carlos Eduardo foi preso em flagrante pelo crime de tentativa de homicídio.
A arma usada na ocorrência foi apreendida e será encaminhada para perícia.
Após a conclusão dos procedimentos e a elaboração do Auto de Prisão em Flagrante, a previsão da PM era de que o tenente fosse encaminhado ao Presídio Militar Estadual, em Campo Grande.
Tenente responde a processo em São Paulo
Carlos Eduardo também responde a um processo relacionado a uma ocorrência registrada em 11 de abril de 2022, em São Paulo (SP).
Segundo a descrição do processo, o então militar estava fora do horário de serviço e seguia de motocicleta quando parou em um semáforo no cruzamento da Rua Vitória com a Avenida Rio Branco. Ainda conforme o processo, Daniel Ventura de Lima passava pela calçada quando Carlos Eduardo teria descido da motocicleta e efetuado disparos contra ele.
Um dos tiros atingiu Daniel. Outros disparos atingiram pessoas que passavam pelo local. Ingrid Reis Santos morreu e outra mulher ficou ferida.
O caso tramita na Justiça de São Paulo.
Vítima estava detida por ocorrência com arma
Resoaldo estava detido administrativamente no 4º Batalhão. Ele também respondia a um processo relacionado a uma ocorrência registrada em 1º de novembro de 2025, em Campo Grande.
Segundo o registro policial, durante um patrulhamento próximo ao Posto Taurus, os policiais encontraram dois veículos parados lado a lado na via. Dentro de um Volkswagen Golf conduzido por Resoaldo, a equipe afirmou ter visto um objeto semelhante a uma arma longa.
Ainda conforme o relato, Resoaldo se identificou como policial militar reformado e, após receber ordem de parada, teria deixado o local de carro. Os policiais iniciaram um acompanhamento e afirmaram que ele dirigiu de forma a colocar outras pessoas em risco.
O registro também relata que Resoaldo entrou com o veículo na própria residência. Segundo os policiais, durante a abordagem, ele teria sido visto com um fuzil calibre .556.
Posteriormente, uma carabina Colt M4 calibre .556, dois carregadores e dez munições foram encontrados no quintal de um vizinho, de acordo com o registro da ocorrência. Conforme o documento, Resoaldo não apresentou a documentação das armas.
Ele foi levado à delegacia por porte ilegal de arma de fogo e, posteriormente, ao 4º Batalhão para os procedimentos relacionados à esfera militar.
Corregedoria investiga o caso
A Corregedoria-Geral da Polícia Militar acompanha a investigação para esclarecer as circunstâncias dos disparos. A apuração também ocorre na esfera disciplinar.
Segundo a PMMS, Resoaldo cumpria pena em decorrência de um procedimento disciplinar e estava detido administrativamente no batalhão.
Com a morte do militar, o caso passa a ser investigado como homicídio.
Em nota, a Polícia Militar informou que acompanha os procedimentos de polícia judiciária militar para esclarecer o que aconteceu.
g1 MS