Local onde policial da reserva foi encontrado morto. Foto: Paulo Francis/CGNEWS
Um tenente-coronel da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, do quadro da reserva, foi encontrado morto na Avenida Tamandaré, na Vila Nasser, em Campo Grande, na manhã deste domingo (13). Ele estava ferido com tiro no peito, ao lado de uma arma.
Em agosto, o policial aposentado foi denunciado pela própria filha por estupro de vulnerável e outros crimes contra a dignidade sexual que, segundo ela, ocorreram desde que tinha 9 anos.
Quem encontrou o corpo foi um cliente de um posto de gasolina localizado nas proximidades. Segundo um frentista, que preferiu não se identificar, os funcionários do posto ouviram os disparos, mas, no momento, acharam que o barulho havia sido provocado por uma motocicleta.
Ainda conforme o frentista, posteriormente um cliente do posto avisou sobre o homem encontrado na rua. Os funcionários, então, acionaram a polícia. O tenente-coronel também era cliente do posto de gasolina e morava nas redondezas, sendo reconhecido pelos funcionários.
O local foi isolado e foram realizados os procedimentos necessários, pela polícia e perícia, a fim de esclarecer a morte.
Os abusos foram denunciados em agosto deste ano. A mulher, hoje com 33 anos, procurou a 11ª Companhia Independente da Polícia Militar para denunciar o pai de 52. Ela relatou que os abusos começaram ainda na infância e se repetiram ao longo da adolescência.
Conforme o registro policial, a vítima afirmou que sofreu os primeiros abusos aos 9 anos. Ainda segundo seu relato, aos 13 anos ocorreu a primeira conjunção carnal e, a partir dos 15 anos, o pai passou a insistir para que mantivessem relações sexuais. Ela também afirmou ter sido ameaçada com uma arma de fogo para que permanecesse em silêncio sobre os fatos.
A denúncia afirma que os episódios de violência sexual não se limitaram ao seu caso. A vítima relatou ter presenciado o pai molestando sexualmente uma afilhada, filha de seu irmão. O documento informa que esse episódio teria motivado, à época, medidas judiciais e policiais contra o investigado. A mulher também declarou que o próprio irmão teria sido vítima de abuso sexual praticado pelo pai durante a infância.
A reportagem optou por não divulgar a identidade do investigado porque a identificação poderia levar à exposição e à identificação indireta das vítimas e de outros familiares citados na denúncia.
Procure ajuda O GAV (Grupo Amor Vida) presta apoio emocional gratuito a pessoas em crise pelo número 0800 750 5554.
Também é possível buscar atendimento no Núcleo de Saúde Mental ou no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), ou pelo telefone e 188 do CVV (Centro de Valorização da Vida).
Em situações emergenciais, os números 190 da PM (Polícia Militar) e 193 do Corpo de Bombeiros podem ser acionados.
CGNEWS