Imagem ilustrativa gerada por IA (Google Gemini)
Crianças menores de 2 anos estão entre as principais afetadas pela SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e, conforme a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), há tendência de crescimento no número de casos em longo e curto prazo nas últimas semanas. O cenário exige atenção e levanta preocupações. Mas o que contribui para essa realidade? O que fazer para evitar doenças respiratórias?
O outono e o inverno concentram a maior parte dos casos, já que as mudanças de temperatura — com clima fresco à noite e de madrugada e calor intenso durante o dia —, somadas a dias com baixa umidade do ar, fragilizam a imunidade e deixam o organismo mais predisposto a infecções virais.
Conforme a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), entre os quadros de saúde mais comuns nessa época estão as infecções respiratórias virais, como gripe e resfriado, além de doenças inflamatórias ou infecciosas, como bronquite, sinusite e pneumonia.
No caso da SRAG, a síndrome pode ser causada por diversos agentes etiológicos, como influenza, Sars-Cov-2 (covid), VSR (Vírus Sincicial Respiratório), entre outros vírus respiratórios circulantes, gerando inflamação excessiva nos pulmões.
O que causa os quadros respiratórios
“A alternância rápida entre frio e calor estressa a mucosa respiratória, reduz a eficiência das suas defesas naturais e potencializa a ação de vírus, alérgenos e poluentes”, detalha a Asbai (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia).
A presidente da associação, a médica Fátima Rodrigues Fernandes, explica que “inspirar ar mais frio e seco resseca o muco e diminui o batimento ciliar, mecanismo responsável por ‘varrer’ partículas e microrganismos”.
Essa combinação fragiliza a barreira das vias aéreas. Em pessoas com asma, pode desencadear broncoespasmo e, para quem tem rinite, o quadro pode piorar sintomas nasais.
“Além disso, alguns vírus respiratórios, como o rinovírus, replicam-se com mais facilidade em temperaturas nasais mais baixas — situação comum em amanheceres frios”, completa a especialista.
Como se proteger e evitar doenças respiratórias
Especialistas recomendam algumas medidas simples que ajudam a reduzir riscos:
Proteja o trato respiratório nas horas mais frias. Uso de máscaras faciais e cachecóis é importante, e não respirar pela boca também ajuda.
Mantenha a hidratação ingerindo água e faça higiene nasal com soro fisiológico de 1 a 2 vezes por dia.
Evite exercícios intensos ao ar livre nas horas mais frias/secas.
Mantenha distância de fumaça, incenso e sprays irritantes.
Faça manejo adequado do ambiente interno, ventilando o ambiente e mantendo umidade moderada, além de manter a limpeza dos sistemas de ventilação e ambientes, sem deixar acúmulo de poeira.
Pacientes com asma e rinite devem fazer o uso correto de medicações de controle, conforme prescrição médica.
Em caso de sinais de alarme, como falta de ar em repouso, chiado persistente, febre alta, dor torácica ou queda importante do pico de fluxo, a pessoa deve procurar atendimento médico imediato.
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