13º morcego com raiva é confirmado em Campo Grande Foto: TV Morena
Campo Grande registrou o 13º caso de raiva em morcegos neste ano. O animal infectado foi encontrado na região do bairro Sargento Amaral, próximo ao Horto Florestal, e teve o diagnóstico confirmado pelas autoridades de saúde.
Segundo Maria Aparecida Conche, chefe do Serviço de Controle de Raiva do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), a presença do vírus em morcegos no município é registrada desde 2001 e a confirmação reforça o alerta para a circulação do vírus da raiva na área urbana da capital.
Apesar da circulação do vírus, a especialista ressalta que a prevenção é fundamental, principalmente para evitar o contato direto com animais infectados.
“A melhor maneira de prevenir é evitar o contato direto com esses animais. Encontrou um morcego caído no chão, tanto vivo como morto, ou se ele adentrar acidentalmente um imóvel, é preciso isolar esse animal para que não haja contato, tanto do ser humano como de nenhum animal doméstico da casa”, orienta.
O que fazer ao encontrar um morcego?
De acordo com o CCZ, moradores não devem tentar capturar, tocar ou remover morcegos encontrados no chão, estejam eles vivos ou mortos.
O recolhimento deve ser feito exclusivamente por servidores do Centro de Controle de Zoonoses. O animal é encaminhado posteriormente para exame laboratorial, que permite verificar a presença do vírus da raiva.
Caso um morcego entre acidentalmente em uma residência, a orientação é evitar qualquer contato e impedir que animais domésticos tenham acesso ao local. O serviço público deve ser acionado para realizar o recolhimento com segurança.
A raiva é uma doença viral que pode ser transmitida de animais infectados para outros mamíferos, incluindo seres humanos. Quando surgem os sintomas, a doença apresenta uma taxa de mortalidade muito alta.
Segundo Maria Aparecida, os morcegos encontrados na área urbana de Campo Grande não são, em geral, hematófagos, aqueles que se alimentam de sangue. Na cidade, são encontradas principalmente espécies que se alimentam de frutos e insetos.
Mesmo assim, esses animais podem transmitir o vírus caso estejam infectados e tenham contato com pessoas ou animais domésticos.
“Por mais que sejam morcegos que se alimentam de frutos e de insetos, eles podem acidentalmente oferecer uma agressão para o ser humano ou para os animais”, explica.
Vacinação de cães e gatos é importante
O CCZ também reforça a importância de manter a vacinação antirrábica de cães e gatos em dia. Segundo a chefe do Serviço de Controle de Raiva, a vacinação funciona como uma barreira para impedir o avanço do vírus caso um animal doméstico tenha contato com um morcego infectado.
A orientação é que cães e gatos sejam vacinados anualmente contra a raiva.
O CCZ esclarece que o serviço público não realiza captura de morcegos em locais altos, desalojamento de colônias ou higienização de telhados e forros.
Nesses casos, a responsabilidade é dos proprietários dos imóveis, que devem contratar empresas especializadas e devidamente licenciadas para realizar esses serviços.
g1 MS